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Entre pessoas idosas o uso das medicações exige mais cuidado | Foto: Freepik
O uso das chamadas canetas emagrecedoras tem ganhado popularidade no Brasil, principalmente pelos resultados na perda de peso e no controle do diabetes.
No entanto, especialistas alertam que, entre pessoas idosos, o uso dessas medicações exige ainda mais cuidado, já que pode acelerar o declínio funcional e desencadear uma série de complicações de saúde.
Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, o emagrecimento rápido sem acompanhamento adequado, pode levar à perda de massa muscular, desnutrição, desidratação e até ao surgimento de síndromes geriátricas, como sarcopenia e fragilidade.
Para esclarecer os riscos, as indicações corretas e a importância do acompanhamento médico, o Estúdio CBN Fronteira, entrevistou um especialista da área, o médico endocrinologista Rodrigo Velloni, que deu mais detalhes sobre o uso inadequado das canetas emagrecedoras.

"As pessoas mais idosas perdem peso de maneira muito rápida, muito agressiva, elas acabam perdendo mais massa muscular e nessa faixa de idade a musculatura é super importante para que o idoso se movimente, faça suas atividades diárias. No idoso a gente tem que pesar risco versus benefício. Será que aquela pessoa está muito acima do peso e precisaria emagrecer? Ou nem tanto e perder aquele peso pode fazer perdera musculatura dela. Precisa ter essa avaliação médica sim. A maioria dos casos que as pessoas apresentam com o uso das canetas emagrecedoras são os efeitos colaterais mais leves, que é um pouco de enjoo, de náuseas, aquela sensação de estômago cheio, e reduzir a quantidade de alimentação" disse Rodrigo Velloni.