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Mercado de vinhos no Brasil apresentou resultados positivos no primeiro semestre de 2025 | Foto: Freepik
O mercado de vinhos no Brasil apresentou resultados positivos no primeiro semestre de 2025, confirmando uma tendência de crescimento que vem se consolidando nos últimos anos.
Nos primeiros meses do ano, o volume total comercializado, somando a produção nacional e as importações, chegou a 82,5 milhões de litros, o que representa um aumento de 7% em relação ao mesmo período de 2024.
Esse desempenho movimentou cerca de R$ 3.9 bilhões com aproximadamente 110 milhões de garrafas vendidas, a um preço médio de R$ 35,06 por garrafa.
Entre os destaques, estão os vinhos tranquilos, que tiveram expansão de 2,4% e principalmente os espumantes que cresceram 10% no período.
Um dado que chama a atenção é o avanço expressivo do consumo de vinhos brancos, que subiu 28%, indicando uma mudança de hábitos do consumidor brasileiro.
O cenário das importações também se mostrou aquecido, com crescimento de 14% em volume e 15% em valor.
Os principais fornecedores continuam sendo Chile, Argentina e Portugal, que registraram aumentos consistentes nas vendas para o mercado brasileiro.
Apesar disso, o consumo de vinhos nacionais ainda é predominante; mais de 70% dos consumidores optaram por rótulos produzidos no país nos últimos seis meses, o que mostra um fortalecimento da produção local, embora ainda haja desafios na percepção de qualidade quando comparados a rótulos estrangeiros.
No Papo de Vinho, o especialista José Eduardo D’Arce Pinheiro, e o CEO das empresas Evino e Grand Cru, Antony Martins, fizeram uma avalição desse aumento de vendas e sobre o futuro das vinícolas do Brasil no CBN Notícias 1ª Edição.
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"Sou franqueado Grad Cru há 11 anos, estou completando dois anos com o quadro Papo de Vinho e hoje temos um convidado mais que especial, CEO das empresas Evino e Grand Cru, Antony Martins. Antony, nós aqui sempre trazemos algumas pautas no sentido de informar, passar para o nosso público, a gente tem aquele pensamento das pessoas do mundo do vinho para o brasileiro, ele está cada vez um hábito constante, percebemos que as pessoas estão inserindo cada vez mais o vinho em suas vidas", disse Pinheiro.

"O consumo de vinho no Brasil ainda é pequeno, quando a gente compara com outros países, principalmente com nossos vizinhos Argentina ou mesmo países da Europa mas ele aumentou bastante durante a pandemia, todo mundo em casa e o consumo de álcool aumentou bastante durante esse período, mas, nos anos seguintes 2022, 2023, 2024, o consumo retraiu. Ele voltou, hoje estamos nos patamares de consumo um pouco maiores que o período pré-pandemia, mas menores que o período da pandemia. Eu particularmente acredito que o consumo tende a aumentar porque cada vez mais o vinho se democratiza e cada vez mais as pessoas conseguem acessar rótulos e produtos diferentes. Esse ano, em particular, a gente vê um aumento do consumo, um aumento da receita do vinho no Brasil", disse Martins.