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As pessoas precisam entender que faz parte de sua prevenção de saúde se testarem | Foto: Ministério da Saúde
O Dezembro Vermelho marca uma grande mobilização nacional na luta contra o vírus HIV, a Aids e outras ISTs, as Infecções Sexualmente Transmissíveis, chamando a atenção para a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas infectadas com o Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV).

É um período dedicado a reforçar a importância da informação, da testagem e do acesso ao tratamento, que hoje permite qualidade de vida e reduz drasticamente a transmissão.
Além da conscientização, a campanha busca combater o estigma ainda presente na sociedade. Para entender os avanços e os desafios além do panorama atual da prevenção, o Estúdio CBN Fronteira entrevistou o médico infectologista André Pirajá, que falou sobre o dezembro vermelho e dicas para as pessoas não contraírem as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).

"As pessoas precisam entender que faz parte de sua prevenção de saúde se testarem, justamente muitas pessoas têm o estigma de não quererem se testar com medo de ver algum resultado positivo, ou se fizer isso a pessoa será considerada promíscua, porque estou vulnerável sexualmente. Toda pessoa que tem uma vida sexual ativa é uma pessoa que tem que fazer sua testagem com uma certa frequência, e a pergunta é: 'Qual é a frequência disso?'. E isso é individualizado, vai depender do tipo de relação sexual que você tem, do número de parceiros, como que é o seu comportamento sexual, isso precisa ser orientado e conversado com o médico infectologista para montar essa prevenção que vai muito além do uso do preservativo", disse Pirajá.