- >
Pintas que mudam de forma ou pequenas feridas que não cicatrizam | Foto: Ministério da Saúde
Lesões que parecem simples, como manchas novas, pintas que mudam de forma ou pequenas feridas que não cicatrizam, são mais comuns do que se imagina e chegam com frequência aos consultórios dermatológicos.

Muitas vezes, elas são ignoradas no início, o que pode atrasar o diagnóstico de doenças que têm tratamento mais eficaz quando identificadas cedo.
Começou o mês de dezembro, período em que reforçamos a importância da prevenção em relação ao câncer de pele, o tipo de câncer mais comum no Brasil e no mundo.

Muitas vezes, a detecção precoce é a chave para um tratamento bem-sucedido. É fundamental estar atento a qualquer mudança na pele e procurar um dermatologista imediatamente.
O Estúdio CBN Fronteira entrevistou a médica dermatologista Ana Flávia Borges, que orientou sobre os cuidados básicos que podem fazer diferença na saúde da pele.

"Nós podemos desconfiar dessas lesões, lesões novas que aparecem e não cicatrizam, feridas avermelhadas que escamam, e doem e sangram e não têm essa cicatrização ou então cinzas que o paciente já tinha previamente e modificaram de tamanho, de cor, de bordas, com bordas mais irregulares. Tem que desconfiar principalmente das lesões mais avermelhadas, as lesões peroladas, que têm um certo brilho, que têm escamação, lesões que conseguimos observar a olho nu, então, essas lesões são bem suspeitas e devem chamar a atenção e também lesões enegrecidas, que puxam para o tom de marrom, um tom mais preto, escuro, que misturam várias cores, preto, vermelho, então, chamam a atenção. O sol incide sobre as células de nossa pele e causa uma modificação do DNA de nossas células, então, essa modificação que o sol causa na pele, para muitos, é vista como bronzeamento que é uma defesa de nosso organismo contra a radiação solar, e esse bronzeamento, essa radiação ultravioleta é cumulativa ao longo dos anos e vai modificando o DNA das células, fazendo com que o DNA da pele, fazendo com que essas células da pele se tornem cancerígenas", disse Ana Flávia Borges.