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Implementação tem de ser regulamentada pela Prefeitura | Foto: TV Fronteira
A Câmara de Presidente Prudente (SP) aprovou na sessão ordinária realizada na noite desta segunda-feira (2) um requerimento de autoria do vereador William César Leite (PP), presidente do Poder Legislativo local, que cobra do prefeito Milton Carlos de Mello “Tupã” (Republicanos) providências para a adequação do município à lei federal nº 15.326/2026, que reconhece os professores da educação infantil como profissionais do magistério.
A nova norma, sancionada no mês passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), determina o enquadramento, na carreira do magistério, dos docentes que atuam diretamente com crianças, desde que possuam a formação exigida em lei e tenham ingressado por concurso público, bem como a adoção das medidas necessárias para realizar adendo ao orçamento municipal do exercício vigente, a fim de assegurar recursos financeiros indispensáveis ao cumprimento integral da referida legislação.
“A referida norma inclui expressamente os professores da educação infantil como profissionais do magistério, reconhecendo o princípio da integralidade entre cuidar, brincar e educar, como dimensões indissociáveis do processo educativo”, salienta Leite no requerimento enviado ao Poder Executivo.
O vereador complementa que “a nova legislação determina que os docentes que atuam diretamente com crianças educandas, possuam a formação exigida em lei e tenham sido aprovados em concurso público sejam enquadrados na carreira do magistério, independentemente da nomenclatura do cargo que ocupem”.
Ele cita que o artigo 4º da lei federal estabelece que sua implementação deverá ser regulamentada por ato do Poder Executivo do ente responsável, “impondo aos municípios a necessidade de adequação da legislação local, dos planos de carreira, vencimentos e demais normas correlatas”.
Leite ainda reforça no requerimento direcionado a Tupã “a importância de assegurar os direitos dos profissionais da educação infantil, bem como de prevenir questionamentos administrativos ou judiciais decorrentes da não observância da legislação federal vigente”.
O Portal CBN Prudente pediu um posicionamento oficial da Prefeitura de Presidente Prudente sobre o assunto, mas o Poder Executivo não apresentou nenhuma resposta à população.
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